Garimpo, cobiça e pobreza: extração de ouro em reserva indígena deixa rastro de destruição

Garimpo atrai 15 mil homens e se dá em paralelo ao anúncio do presidente Bolsonaro de que pretende legalizar a exploração em áreas indígenas

RESERVA IANOMÂMI (RR) - A nova corrida pelo ouro na terra indígena ianomâmi, em Roraima, se dá em paralelo ao anúncio do presidente Jair Bolsonaro de que pretende legalizar a exploração mineral em áreas indígenas. Na reserva ianomâmi, a ação ocorre hoje nesses dois rios (Uraricoera e Mucajaí), que também são os mais importantes para seu povo.

Garimpam ali, pelas estimativas das lideranças indígenas e dos próprios garimpeiros, de 10 mil a 15 mil pessoas, num universo de tensões, violência, conflitos e destruição ambiental. Já os ianomâmis são cerca de 23 mil vivendo em Roraima e no Amazonas.

O GLOBO esteve durante quatro dias na terra indígena ianomâmi e subiu o Rio Mucajaí. O rio é largo, curvilíneo e margeado por uma exuberante floresta. Tem águas mais turvas do que o comum para o atual período de chuvas, um indicativo da atividade garimpeira na região. Os invasores sobem o rio em canoas de médio porte e motores potentes, por dias, para chegar às áreas de exploração de ouro.

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